quarta-feira, 13 de junho de 2012
Os comentários de Vicente di Cioni
O texto a seguir me foi encaminhado pelo amigo Vicente di Cioni, professor titular
de Teorias e métodos da Geografia na Universidade de Buenos Aires. Como disse a ele quando recebi os comentários, esta é a primeira manifestação escrita que recebi sobre um texto que foi publicado na revista Terra Livre número 30, de 2008. Bom, pedi a ele que me desse a honra de colocar esses comentários em meu blog. Lá vai:
Acabo de finalizar una primera lectura rápida de “Sobre as armadilhas que construimos e o que devemos fazer con elas” de Douglas Santos, en el que expone las caídas positivistas del pensamiento crítico al soslayar la unidad de los momentos subjetivos y objetivos de la realidad.
El texto de Douglas es interesante por haber resaltado la caída positivista de la geografía crítica en tanto se pregunta más por el objeto que por el sujeto del quehacer geográfico y por el proceso mismo de tal quehacer.
La crítica alcanza a Milton Santos quién sostenía en su "La naturaleza del espacio" (sin más ni menos) que el objeto de la geografía, en su caso "el espacio geográfico", es el que determina el corpus disciplinario, es decir, el sujeto que hace la geografía. El libro de Milton Santos data de 1997. Extrañamente fue un texto que “conmovió” a muchos por diferentes motivos. En mi caso lo fue por haber tomado cierta distancia metodológica con un texto de 1982
Esta cuestión crucial la tuve siempre presente desde mis incursiones como estudiante de Geografía y, antes, de filosofía y sociología. La idea fue plasmada en un pequeño texto crítico que algunos compañeros de militancia escribimos en 1973 a modo de manifiesto programático al hacernos cargo de la dirección del Instituto de Geografía y el Departamento de Geografía de la UBA.
En 1985, con motivo de mi retorno a la Universidad (fui desterrado junto con muchos por la derecha peronista en 1974), emprendí una búsqueda histórico-geográfica-sociológica de esa disciplina que se dió en llamar geografía. A tal efecto me sirvieron fundamentalmente las Lecciones de la historia de la filosofía, La Enciclopedia de las ciencis filosóficas, La Lógica y Filosofía de la historia de Hegel.
Siguiendo a Hegel, sostuve que la geografía había perdido la unidad de los momentos subjetivos y objetivos de la realidad, los que que combinan en la noción hegeliana de "Idea", siendo la "Idea absoluta" la praxis histórico social que "producen" la conciencia y sus contenidos. La identidad sujeto-objeto la consideré clave. Con el tiempo definí sencillamente al momento subjetivo como conjunto de procesos diversos de organización de la realidad como totalidad y de sus partes. Luego la multiplicidad de objetos y su unidad o totalidad es el resultado de cierta organización, la cual no es otra cosa que la praxis colectiva e individual.
A partir de este supuesto cometí la herejía "científica" de sostener que eso que llamamos geografía es la unidad desigual y contradictoria de todas las formas histórica y geograficamente producidas y por producirse, entre ellas las lógicamente posibles. Esta definición era y es, sin duda, muy abstracta, pero también muy concreta, según se mire. Implica reconocer que hay, en primera instancia, muchas geografías y geógrafos y que tal reconocimiento era fundamental a la hora de comprender la dispersión de representaciones y prácticas con sentido democrático, lo cual implica el reconocimiento de unos y otros.
En términos más concretos definí, luego, a los objetos como formaciones económico sociales. Esta noción, sabemos, denota y connota la diversidad de momentos objetivos y subjetivos. Lo central no está dado por el producto-formación, sino por la "formación" como proceso desigual y combinado de "organización" de lo real.
En síntesis: creo que, por diferentes caminos, hemos llegado a la misma conclusión: es necesario no caer en las trampas (armadilhas) del empirismo positivista, entre ellas sus vertientes "logicistas" proclives a las definiciones formales desdialectizadas y, por lo tanto, abstractas.
[El Palomar, 12/06/2012]
terça-feira, 15 de maio de 2012
É com o maior prazer que envio a todos a lista de "links" que nos permite acessar as gravações em audio que conseguimos fazer no transcurso dos 3 dias do seminário que, entre 07 e 09 de maio realizamos na PUC-SP e cuja programação foi a seguinte:
CICLO DE PALESTRAS
“O PENSAMENTO GEOGRÁFICO E OS DISCURSOS SOBRE O BRASIL”
Realização do Departamento de Geografia da PUC-SP e
Núcleo de Estudos das Geografias do Contemporâneo da USP
Programação
Dia 7 de maio
O Discurso Geográfico no Brasil - a construção da brasilidade, suas leituras e seus leitores.
Palestrante: Prof. Dr. Douglas Santos (PUCSP).
Debatedores: Prof. Dr. Jorge Barcellos da Silva (UNIFESP) e
Prof. Dr. Mauro Luiz Peron (PUCSP)
Dia 8 de maio
Uma Leitura da Geografia do Brasil: os lugares, suas tramas e suas escalas.
Palestrante: Prof. Dr. Ruy Moreira (UFF)
Debatedores: Prof. Dr. Antonio Rago Filho (PUCSP) e
Prof. Dr. Douglas Santos (PUCSP)
Dia 9 de maio
Geografia e geograficidade: a ordem das categorias e a invenção dos conceitos.
Palestrante: Prof. Dr. Ruy Moreira (UFF)
Debatedores: Profa. Dra. Cecília Cardoso (PUCSP e FSA) e
Prof. Dr. Élvio Rodrigues Martins (USP)
E, no dia 10 de maio, por parte do Colegiado de Geografia do CUFSA,
“Aziz Ab'Saber - uma contribuição ao pensamento e à Ciência Geográfica”
Palestrante: Prof. Dr. Ruy Moreira (UFF)
Palestrante: Prof. José Bueno Conti (USP)
Mediadora: Profa. Dra. Cecília Cardoso (PUCSP e FSA)
Locais:
VALE LEMBRAR QUE O ACESSO AOS ARQUIVOS SÓ PODERÁ SER FEITO SE ELES FOREM "BAIXADOS" EM SEU COMPUTADOR.
UM OUTRO DETALHE É QUE AINDA NÃO POSSUO AS GRAVAÇÕES DAS ATIVIDADES REALIZADAS EM SANTOS ANDRÉ.
Abraços a todos,
Espero que ouçam e que possamos dar continuidade aos debates que tanto precisamos realizar.
http://www.mediafire.com/?2l805uxlynb25rj
http://www.mediafire.com/?31qroxy4y4o74eq
http://www.mediafire.com/?f1bxjec44j45xds
http://www.mediafire.com/?cxtqtui7sax2017
http://www.mediafire.com/?3oqh3flfvn5i6dt
http://www.mediafire.com/?pm1a0kijitkf38t
Douglas Santos
Dpto de Geografia PUC-SP
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
PAISAGEM, TERRITÓRIO, REGIÃO 2
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
PRÁTICA DE ENSINO EM GEOGRAFIA
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ENSINO DE GEOGRAFIA – PUC/SP
| Aula | Temário central |
| | Apresentação do curso. Linguagem e conhecimento. As linguagens da Geografia |
| | Linguagem e lógica. Geografia e lógica. A ordem topológica. O aprender e o ensinar Geografia. Alfabetizar em Geografia. O desenvolvimento das estruturas lingüísticas nos ensinos: fundamental, médio e superior; a relação entre o domínio dos conteúdos e o desenvolvimento cognitivo. |
| | O que se ensina e o que se aprende: a diferença entre conteúdo e objetivo pedagógico. Conteúdo, avaliação e ressignificação das estruturas discursivas Geografia como disciplina escolar |
| | A Geografia na primeira fase do ensino fundamental (1o. ao 5o. anos) |
| | A Geografia na segunda fase do ensino fundamental ( 6o. ao 9o. anos) |
| | A Geografia na segunda fase do ensino fundamental (6o. ao 9o. anos) |
| | A Geografia no ensino médio |
| | O que falta discutir. Avaliação final do curso. |
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Pra divulgação
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/pinheirinho-o-documentario
PAISAGEM, TERRITÓRIO, REGIÃO
Para ver outras paisagens
E o meu coração embora
Finja fazer mil viagens
Fica batendo parado
Naquela estação....
(Adriana Calcanhoto)
De que serve a tarde?
Inutil paisagem...
Apresentação
Disciplina: Paisagem, território e região | |||
Semestre: 1º . | Período: 5º. | ||
Núcleo responsável: NA | Créditos: 4 | ||
Carga horária Total: 72 horas/aula | Departamentos Envolvidos: Geografia | ||
Ementa Desenvolvimento da construção conceitual em torno das categorias: paisagem, território e região e a articulação entre tais categorias e seus significados no processo de produção do conhecimento geográfico. | |||
Objetivos – Exercitar a relação entre o domínio das categorias e a construção conceitual a elas subjacentes; – Entender o significado do conceito na produção do conhecimento; – Reconhecer os fundamentos do estatuto epistemológico da Geografia; – Exercitar o significado a relação entre aparência e essência na produção do discurso geográfico. | |||
Temas centrais – A origem das categorias e as construções conceituais que identificam os significados de paisagem, território e região; – A articulação conceitual e a produção do discurso geográfico. | |||
Avaliação Caderno com anotações de aula e comentários pessoais – entrega na 16ª aula via e-mail (dsantos@pucsp.br) (colocar em discussão o material para a semana de sistematização) | |||
Aula | Conteúdos e procedimentos | ||
1. | Apresentação do curso – a relação entre categorias e conceitos – o curso como um exercício de construção conceitual | ||
2. | A Fisionomia da Paisagem – Jean-Marc Besse | ||
3. | A Fisionomia da Paisagem – Jean-Marc Besse | ||
4. | O Território e o Poder – Claude Raffestin | ||
5. | Definindo território para entender a desterritorialização – Rogério Haesbaert | ||
6. | Definindo território para entender a desterritorialização – Rogério Haesbaert | ||
7. | Metamorfoses do espaço habitado – Milton Santos | ||
8. | Região e organização espacial – Roberto Lobato Corrêia – Roberto Lobato Correia | ||
9. | Paisaje e Región: una aproximación conceptual y metodológica. Aurora Garcia Ballesteros (org.) | ||
10. | Dos modos de produção às regiões – Alain Lipietz | ||
11. | Da Região, à Rede, ao Lugar – Ruy Moreira | ||
12. | Da Região, à Rede, ao Lugar – Ruy Moreira | ||
13. | Região: conceito obstáculo - Lacoste | ||
14. | Paisagem, território e Região – fechamento do curso | ||
15. | Paisagem, território e Região e cartografia – fechamento do curso | ||
16. | Fechamento do Caderno – avaliação do curso | ||
17. | Semana se sistematização | ||
18. | Semana se sistematização | ||
Bibliografia CAPEL, H. Ramas en el árbol de la ciencia. In: Actas de las II Jornadas Dobre España y las expediciones científicas en América y Filipinas. Barcelona: Ed. Doce Calles, s/d. CROSBY, A. W. Imperialismo ecológico. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. BALLESTEROS, A. G. (org). Teoria y Práctica de la Geografía. Madri: Alhambra, 1986 BESSE, J.M. Ver a Terra. São Paulo: Perspectiva, 2006 HAESBAERT, R. O mito da desterritorilização. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006 HUMBOLDT, A. de, Quadros da Natureza vol. I. São Paulo: Cosmos, Clássicos Jackson, vol XXXIV, 1950 LACOSTE, Y. A Geografia, isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. São Paulo: Papirus, 1988 LIPIETZ, A. O Capital e seu Espaço. São Paulo: Nobel, 1988 MENDONZA, et al. El Pensamiento geográfico. Madri: Alianza Ed., 1992. MOREIRA, R. Para Onde vai o Pensamento Geográfico. São Paulo: Contexto, 2006 RAFFESTIN, C. Por uma geografia do poder. São Paulo: Ática, 1993 SANTOS, M. Metamorfoses do Espaço Habitado. São Paulo: Hucitec, 1988 ___________ Espaço & Método. São Paulo: Nobel, 1985 | |||
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Frases
Há revistas e livros que se propõem a coletar, colecionar e publicar frases de efeito. Conheço muitas e, na maioria, dizem muito pouco se colocadas contra si mesmas, mas dizem muito porque, na forma que estão construídas, estimulam a imaginação do leitor. Assim, cada um tira lá suas conclusões, procurando e geralmente conseguindo associar um escritor famoso com suas próprias maneiras de olhar o mundo.
Deve ser por isso que revistas e livros tão especializados, mesmo citando autores que, considerando o público típico de tais publicações, não teriam seus livros e artigos lidos e compartidos, tornam-nos familiares para públicos muito mais amplos que, pela primeira vez, terão acesso a alguma afirmação de homens como Aristóteles, Kant, Marx, Platão, Nietzsche, Hegel e tantos outros do mesmo calibre.
Coloco tais reflexões porque tenho, aqui e agora, uma frase minha publicada e fico tentando imaginar quantos serão os significados que ela terá, assim tão solitária, no imaginário de seus leitores. Bem... o certo é que as coisas escritas, mesmo que necessariamente tenham autores, cedo ou tarde já não lhes pertencerão.
Vai aí a frase e, se um dia, esse blog tão meu e para mim, tiver algum tipo de seguidor e, mais que isso (quem sabe?) que queira discutir tal frase, acho que vou saber algo sobre o resultado desses recortes e, então, poderei contar-lhe sob que condições ela foi escrita e o debate que ela esconde.
"Passar por um processo educativo significa confrontar o que se sabia com novos 'saberes', levando a mudanças que levam a novas necessidades de adaptação, a uma nova educação."